Consultório de Endocrinologia e Obesidade

Dr. Nelson Vinicius Gonfinetti - CRM 50.742

insulinas

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Por ser uma proteína, ela não pode ser ingerida por via oral, pois, nesse caso, seria digerido pelas enzimas do aparelho digestivo.

O número de pacientes com diabetse tipo 2 que necessitam de insulina é crescente em todo mundo, já que é o medicamento de maior potência no redução da glicemia e, com o tempo, geralmente, seu uso torna-se necessário para a manutenção do bom controle glicêmico.

Principais Tipos De Insulinas

INSULINA NPH: É uma insulina de ação prolongada, e começa a agir poucas horas após a aplicação. É usada para controlar a glicemia nos períodos em que não estamos nos alimentando (basal), como durante a madrugada, por isso pode ser utilizada antes de dormir em uma dose única e, frequentemente, são necessárias mais de uma dose, principalmente no diabetes tipo 1. Para o controle da glicemia pós-prandial, a insulina de ação rápida ou ultra-rápida.

REGULAR: É uma insulina de ação rápida, que age controlando a glicemia pós-prandial. Como tem um pico de ação um pouco retardado, deve ser injetada, no mínimo, meia hora antes das refeições. Seu pico de ação ocorre, aproximadamente, 2 horas após a aplicação.

INSULINA ASPART: É um análogo da insulina que tem ação ultra-rápida, com pico de concentração rápido, cerca de 1 hora após a aplicação. Portanto, pode ser aplicada imediatamente antes das refeições. Por ter uma ação mais curta que a insulina R (regular), a insulina Aspart possibilita boa segurança, com menor risco de hipoglicemia tardia após a aplicação, ou seja, entre as refeições.

INSULINA BIFÁSICA: Trata-se de uma insulina que tem dois componentes em sua fórmula, um de ação intermediária N (NPH) (70% do total) e outro de ação ultra-rápida (30% restantes). Portanto, quando se aplicam, por exemplo, 10 Ul dessa insulina, na verdade estão sendo administradas 7UI de insulina Nph e 3UI de insulina rápida. Pode ser administrada uma, duas ou três vezes ao dia (cada refeição), dependendo do caso de cada paciente.

Para cada paciente, uma determinada insulina é mais adequada. Essa é uma decisão do médico, de acordo com cada caso. O importante é a busca do bom controle glicêmico.

Armazenamento de insulina

Cuidados no armazenamento e no transporte de insulina

  • Não exponha a insulina ao sol e evite o calor excessivo (como o porta-luvas do carro, por exemplo);
  • Não congele a insulina nem faça seu transporte com gelo seco;
  • Não agite violentamente o frasco de insulina;
  • Em viagens, leve a insulina na bagagem de mão. Transporte com cuidado;
  • Não use insulina com data de validade vencida;
  • Use calçado macio e que se ajuste bem nos pés;
  • Não use a insulina se observar mudança no seu aspecto (turvação, por exemplo);
  • A estocagem deve ser feita em geladeira, entre 2°C e 8°C. Evite colocar a insulina na porta, onde há maior variação de temperatura.

Locais de aplicações

Para não prejudicar o tecido subcutâneo, é importante alterar periodicamente o local em cada aplicação de insulina.

Locais de aplicação

Aplicação com seringa

Materiais necessários: insulina, seringa e agulha.

  1. Lave bem as mãos e o local de aplicação;
  2. Verifique se a seringa é a correia, pois há seringas que são graduadas de 1 em 1 unidade e há aquelas de 2 em 2 unidades;
  3. Se usar insulina de ação intermediária de aspecto leitoso (por exemplo, NPH), agite suavemente o frasco até que o líquido fique homogêneo;
  4. Introduza uma quantidade de ar na seringa, que corresponda à dose de insulina prescrita pelo seu médico, e injete lentamente o ar dentro do frasco, mantendo-o na posição vertical, em frente aos olhos;
  5. Vire o frasco de cabeça para baixo, bata na seringa com os dedos, suavemente, para retirar as bolhas de ar;
  6. Injete o excesso de insulina no frasco e retire a agulha;
  7. Faça uma prega na pele na região da aplicação e introduza a agulha em ângulo de 90° no tecido subcutâneo. Em crianças e pessoas magras, introduza a agulha a 45° no tecido subcutâneo;
  8. Injete a insulina lentamente, pressione com o dedo o local da injeçâo e retire a agulha.

Canetas ae aplicação

Alguns estudos têm mostrado que as canetas de aplicação de insulina proporcionam mais conforta ao paciente e tornam a aplicação mais prática e com maior precisão.

O refil das canetas, após iniciado o seu uso, pode ser mantido em temperatura ambiente.
As agulhas utilizadas nas canetas são também bastante finas e pequenas.

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